Frida Kahlo

Frida Kahlo nasceu em 6 de julho de 1907 em Coyoacán, um subúrbio da Cidade do México. Uma artista que nunca na verdade teve tempo de ser treinada pra ser artista e uma mulher com uma vida tremendamente intensa, complexa e dramática. Talvez tenha herdado uma forma especial de olhar o mundo a partir de seu pai Guillermo, um fotógrafo que sempre admirou fotografar como passatempo. Foi seu pai que conseguiu suas primeiras aulas de desenho. Nessa época, de 1922 a 1924, Frida estudou na Escola Preparatória e ela demonstrou que tomava jeito pra pintura e desenho quando nas cartas em que escreveu pro seu primeiro amor, Alejandro, já decorava com alguns pequenos desenhos.

Em 17 de setembro de 1925, Frida sofreu um acidente sério em um transporte público da Cidade do México o que quase custou sua vida e fez com que não pudesse mais atender às aulas de desenho. Ela ficou deitada em uma cama durante meses e esse estado de inatividade forçou-se a procurar uma atividade, o que foi ajudado de certa forma pelos seus pais que a presentearam com pincéis, telas e tintas. Frida pintou entre 1926 e 1928 diversos auto-retratos e retratos de sua família.


Em 1938, Frida teve uma primeira exibição na Cidade do México na galeria da universidade e que foi organizada por Diego. Algum tempo depois teve uma exibição em New York organizada por Julien Levy que teve uma repercussão muito boa e foi inclusive citada pela revista Times. Nessa exibição Frida conseguiu vender algumas de suas pinturas e também a partir disso no México potenciais compradores passaram a ter interesse em seu trabalho. Em 1939, teve sua primeira exibição na Europa, em Paris, a convite do surrealista André Breton. A exibição foi um sucesso e apreciada por pintores como Picasso, Juan Miró, entre outros.


Reconhecimento como uma grande artista foi seguido por tragédias em sua vida pessoal. Quando ela se divorciou de Diego em 1939, caiu em depressão e isso refletiu no resultado de seu trabalho. Como para Frida era importante ser independente financeiramente, aceitou alguns trabalhos comissionados, que nem sempre era coroados com sucesso devido ao seu pouco comprometimento. Mesmo depois da reconciliação com Diego em 1940, ela continuou convicta de ser independente de Diego e participou de várias exibições. Seu reconhecimento no México foi crescendo bastante o que resultou em um prêmio nacional por sua pintura "Moses".

Nos anos 40, sua saúde foi ficando cada vez mais sensível e ela foi forçada a repetitivamente interromper seu trabalho criativo. Um ano antes de sua morte em 1954, Frida teve a primeira exibição solo no México e foi um grande evento e alegria. Frida fez questão de participar da exibição e foi transportada em cima de sua própria cama até a galeria.

Como acontece frequentes vezes com alguns artistas, a verdadeira apreciação pelo trabalho de Frida só aconteceu após sua morte. O trabalho de Frida reflete algumas das representações humanas mais verdadeiras e poderosas do nosso tempo e será inestimável para futuras gerações. Como ela mesma registrou em uma cara para Carlos Chávez, em 1939, "I didn't expect anything from my work but the satisfaction that I gained from simply painting and expressing what I otherwise could not put into words". Ela conseguiu transportar pra suas pinturas sofrimentos e sentimentos que ela própria viveu que dificilmente poderia ser transcritos.


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